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terça-feira, 3 de julho de 2018

Sporting Clube de Proscritos

Se pegássemos num qualquer livro sobre a história do Sporting e quiséssemos juntar todos os presidentes, treinadores e jogadores que ali estão referidos como proscritos do nosso clube, muito provavelmente juntaríamos um conjunto de pessoas que hoje estão ligadas ao clube. É como se de repente a História olhasse para trás e tentasse reescrever-se, quiçá dando-nos a oportunidade de a fazer a nosso contento.
Já escrevi sobre Sousa Cintra, o presidente que mais se aproximou do estilo e carisma de Bruno de Carvalho, numa época com metade do mediatismo de hoje. O homem das águas (a cerveja foi depois do Sporting), o algarvio que não queria contratar Mark Knofler, que despediu Robson e foi buscar o novo Eusébio ao Brasil (Careca, lembram-se?). Sousa Cintra, o presidente que quis trazer Pancev para juntar a um conjunto de estrelas onde brilhavam Ivkovic, Luisinho, Naybet, Valckx, Balakov, Iordanov, Juskowiak, Figo, Cherbakov, Capucho, Nelson, Carlos Xavier... Mas onde os resultados desportivos ficavam muito àquem da qualidade dos plantéis que se esforçava por construir, limitando-se a uma taça de Portugal e outra Supertaça (onde é que já vi isto?). Sousa Cintra, muito criticado pela elite do costume, daria em 1995 o lugar à "geração Roquete", com o resultado que se conhece. Apesar da aura "croquete" com que muitos agora decidem coroá-lo, Sousa Cintra é tudo menos croquete. É alguém que no passado sentiu muito (demasiado) o clube, muitas das vezes gerindo-o mais com o coração do que com a cabeça (soa-me familiar). Esta sua segunda passagem pelo clube é demasiado fugaz para que possa deixar uma marca diferente da deixada em 1995, mas suficiente para imprimir um cunho que irá marcar o desfecho final desta época... para o bem ou para o mal.
Para tal, Sousa Cintra foi buscar o treinador que mais se pareceu consigo nestes últimos anos. Alguém cuja equipa tenha decepcionado os adeptos na justa medida que os empolgou pelo futebol jogado em algumas partidas. Esquecendo Jorge Jesus, ainda demasiado quente nas nossas recordações, não restava outro nome que pudesse combinar com o antigo presidente que não José Peseiro. O homem que com um plantel onde reunia Nelson, Beto, Polga, carlos Martins, Hugo Viana, Moutinho, Liedson, Hugo, Miguel Veloso, Custódio, Tello, Rochemback, Saleiro, Danny, esteve perto de ser campeão e ganhar a taça UEFA, mas perdeu tudo numa semana. O treinador que tinha tanto de concepção atacante de jogo (as famosas "altas pressões"), como de fraco líder de balneário. José Peseiro ficaria irremediavelmente ligado ao medonho desfecho de 2004/2005, caindo logo no inicio da época seguinte. Seguir-se-ia Paulo "4ever" Bento, que apesar dos melhores resultados alcançados, preferia um tipo de jogo mais pautado e envolvente (o famoso losângulo), que ao longo dos anos tornaria o nosso futebol previsível e sonolento. Ainda hoje José Peseiro "paga as favas" da semana terrível de 2005 e basta ler os comentários dos sportinguistas nas redes sociais para concluirmos que esteve longe de ser uma contratação consensual. Valha-nos a memória de alguns jogos ganhos na raça (Newcastle ou Alkmaar, por exemplo), ou da forma de atacar desenfreada da sua equipa (e o reverso da medalha, que era a descompensação defensiva) e temos um cheirinho daquilo que pode ser o Sporting de 2018/19.
Para completar o ramalhete de proscritos, falta o principal, que são os jogadores. Salvo o regresso dos rescisores, que para já não passa de uma remota possibilidade, não se pode dizer que este plantel tenha jogadores mal amados pelos adeptos. A sua proscrição nos últimos anos deveu-se exclusivamente à opção técnica do nosso último treinador. Geraldes porque lia Saramago, Matheus, Gauld, Dala, por outros motivos que não passariam certamente pela sua falta de qualidade, irão juntar-se a Wendel que não percebe chinês ou a Lumor, o defesa esquerdo que se conseguiu arranjar. Acredito sinceramente que este conjunto de jogadores, mais as aquisições deste defeso, entrarão na próxima época com ganas para demonstrar que são muito melhores do que o nosso antigo treinador achava. 
Esta época do Sporting, que por estes dias se iniciou, lembra-me aqueles westerns, quando um conjunto de pistoleiros renegados se reúnem para levar a cabo uma missão que, à partida, se afigura impossível para o comum dos mortais. Invariavelmente, nesses filmes, vencem sempre os destemidos pistoleiros, emprestando à narrativa uma moral que passa sempre pela reabilitação dos heróis proscrito.
Será esse também o filme da época 2018/2019 deste Sporting Clube de Proscritos?

domingo, 24 de junho de 2018

Dias de Sporting

Ultimamente, falar sobre o Sporting revela-se um exercício digno de uma pintura de Miró. Olhamos para um amontoado de formas e cores e quando pensamos que já desvendamos o seu significado, eis que de repente algo se revela e voltamos novamente ao inicio do nosso exercício.
Primeiro era a AG que não se sabia quando (nem qual delas) se ia realizar, depois qual seria a pergunta, a seguir era saber se o Bruno lá ia ou não, depois era o discurso do Bruno, a destituição do Bruno, o Bruno que deixava de ser sportinguista, o Bruno, o Bruno... Pelo meio, a comissão de gestão nomeou Sousa Cintra presidente da SAD e temos o título de futsal para conquistar. Ah, e a nossa pré-época arrancou.
Tanta coisa tem surgido nas últimas horas que nem sei se no final desta prosa não teremos mais alguma novidade. Quando a comecei, Bruno de Carvalho tinha "deixado de ser" sportinguista. Agora parece que até candidato às novas eleições já é. Bom, como não quero voltar a ser surpreendido por nenhuma notícia de última hora, vou tentar resumir as últimas horas ASAP.

AG de dia 23 de Junho

Queríamos que os sócios falassem e os sócios falaram. Setenta e tal porcento de votos a pedir a destituição é muito voto. Estive no pavilhão, ouvi as gritarias e espreitei um ou outro boletim de voto. Tinha o feeling de que a destituição venceria, mas apontei sempre para uma diferença de votos inferior a 10%. Confesso que os números finais surpreenderam-me, mas não mais do que isso. Uma coisa é aldrabar uma votação onde a vitória é conquistada com escassas dezenas de votos. Trinta e tal mil votos (mais de quatro mil sócios) é demasiado para pensarmos, sequer, que houve marosca. O Sporting não é a Venezuela. O argumento do "barulho" é falacioso, pois quem já teve em reuniões deste género, como plenários ou até reuniões de condomínio, sabe perfeitamente que por detrás de quem faz barulho, há uma imensa maioria silenciosa que prefere manifestar-se pelo voto, pela deliberação. Ontem foi mais um dia assim.
Perante a resposta inequívoca dos sócios, Bruno de Carvalho retirou-se de cena (não por muito tempo). A comissão de gestão encheu-se de moral e tratou logo de ir ao principal: tomar conta da SAD. 

Sousa Cintra: As voltas que a história dá

Sobre a comissão de gestão, mais concretamente sobre a pessoa que escolheram para presidir a SAD do Sporting, confesso que o nome deixou-me com tanto de espanto como de entusiasmo. Acredito que para quem nasceu depois dos anos 90 do século passado, Sousa Cintra não passe de mais uma personagem a cheirar a fritos que agora surge em frente às câmaras. Para quem tem mais de 35 anos e não deixou de tomar Memofante nos últimos dias, Sousa Cintra é o sportinguista que, enquanto presidente do clube, mais se aproximou de Bruno de Carvalho na nossa história recente.
Sousa Cintra chegou a presidente após uma época conturbada por graves problemas financeiros do clube, tinha um discurso muito crítico sobre a arbitragem, instituiu uma política de apoio das modalidades (aqui a situação não era tão grave pois as modalidades não tinham sido extintas), procurou promover jovens jogadores nas suas equipas principais, sempre muito competitivas, entrou em guerra com o benfica, desentendeu-se com vários treinadores e teve a feroz oposição da "elite". Era gozado pelos adeptos rivais devido à sua forma genuína de comunicar. Alguém reconhece aqui um padrão? Quis a história, que como dizia aquele nosso avozinho "dá muitas voltas", que Sousa Cintra, depois de ter sido "convidado" a sair do clube em 1995, agora regressasse pela mão e aprovação (não do apoio, creio) dos mesmos que o convidaram a sair.  
Sousa Cintra foi uma espécie de Bruno de Carvalho num tempo sem redes sociais, TV por cabo ou jornais desportivos diários. Se há alguém naquela comissão em quem confio que defenderá intransigentemente os superiores interesses do Sporting, é Sousa Cintra. É uma ironia do destino, mas lembrando-me da forma como ele foi corrido da presidência, a sua chegada a presidente da SAD (uma criação daqueles que o depuseram) é um daqueles casos onde podemos dizer que, por vezes, a história escreve-se direita por linhas tortas.

Bruno de Carvalho: E agora?

Como não poderia deixar de ser, que melhor reacção do presidente adepto ao resultado da AG do que uma reacção... como adepto? Bruno de Carvalho reagiu como nós reagimos quando empatamos ou perdemos um jogo em cima da hora. Azia, vontade em desligar do futebol, queimar o cachecol e o cartão de sócio, insultar todos à nossa volta. É assim à segunda-feira, mas à terça-feira já andamos a perguntar pelo dia do próximo jogo do Sporting. É assim a vida de adepto e é assim Bruno de Carvalho, o presidente adepto.
O anúncio de que vai a eleições a 08 de Setembro é, para mim, uma excelente notícia. E por vários motivos. Primeiro, obriga a comissão de gestão, cujos membros certamente não quererão proporcionar o regresso de BdC à presidência do clube, a fazer tudo, MAS TUDO MESMO, para que os nosso interesses sejam acerrimamente defendidos. E até dia 08 de Setembro há muita coisa para ser defendida. Desde logo a postura a tomar face às rescisões. Livrem-se de "acordos" com rivais, por exemplo. Segundo, vai obrigar a que a corrente moderada, dita de terceira via, onde pululam antigos apoiantes de BdC que não se revêem no croquetismo, como Daniel Oliveira, José de Pina, Eduardo Barroso, Daniel Sampaio, etc., a avançar com uma candidatura própria e forte. É que ontem já comecei a ouvir aquele discurso tipicamente sportinguense (ou sportinguista de antigamente) a reclamar o aparecimento de uma candidatura (única, claro) "abrangente" e de "consenso", que mais não é do que voltarmos aos tempos dos presidentes cooptados pela elite do costume. 
É preciso que não se enganem pelos resultados de ontem. O que se votou ontem, mais até do que a destituição, foi a marcação de eleições, não do regresso ao "pré-Bruno". Se há coisa que estes últimos cinco anos revelaram, é que os sportinguistas são hoje uma massa associativa muito interventiva, atenta à vida do seu clube, com bastante massa crítica e com grande actividade. Qualquer tentativa de voltar a algo que cheire a "antigamente" merecerá dos sócios uma reacção peremptória. Nem que isso implique a voltar a por Bruno de Carvalho na presidência do clube.

E os próximos dias, como serão?

Por tudo aquilo que disse atrás, creio que poderemos ter algum optimismo nos tempos que se aproximam. Entretanto a bola começará a rolar e salvo alguma mudança brusca de orientações, o nosso plantel que vai iniciar a época será um plantel jovem, com muitos miúdos da casa, certamente ambicioso, que lembra muito aquela época de reset de Leonardo Jardim.
Uma coisa é certa, o Sporting não acabou antes de Bruno de Carvalho e não irá acabar depois dele. 
Viva o Sporting!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Recordar é viver: De João Rocha até aos dias de hoje

Diz-se que o homem é ele e a sua circunstância. Mas para que o imediato não nos tolde o discernimento, também se diz que a vida é uma constante aprendizagem. Daí que tenha sentido a necessidade de escrever este post, pois se há coisa que os meus quase 40 anos de sportinguismo me ensinaram, é que nem sempre aquilo que parece, é.
Sendo este post uma espécie de desfile de memórias minhas, não me vou perder com muitos preciosismos. Vou relatar as coisas tal e qual como me lembro delas, por isso espero que me desculpem se falhar nalgum pormenor.
Por estes dias, anos até, um dos nomes que mais se fala é o de João Rocha. O mítico presidente é uma espécie de "Sá Carneiro" sportinguista, alguém cuja memória é invocada sempre que queremos demonstrar sportinguismo. Roquetistas, croquetes, brunistas, todos choram por João Rocha. Mas ao contrário de Sá Carneiro, que acabou a sua carreira política de forma abrupta e involuntária, João Rocha foi "corrido" de Alvalade. Não conseguiu o apoio necessário para travar uma guerra sem tréguas com a então figura ascendente do futebol português, Pinto da Costa. Agastado com as punhaladas nas costas dos "notáveis" do costume, alegou problemas de saúde e bateu com a porta algures em 1985 ou 86. Há sobretudo duas coisas que todos associamos a João Rocha: ecletismo e património. Não deixa de ser interessante ouvir sportinguistas ligados a direcções que rebentaram literalmente com as modalidades e o nosso património, virem chorar pelo legado de João Rocha.
Quem sucedeu a João Rocha foi Amado de Freitas, indicado pelos "notáveis" do Conselho Leonino, cujo mandato pouco serviu além de antecâmara de Jorge Gonçalves. O "bigodes", que pouco depois fugia para Angola depois de nos deixar com uma dívida brutal. Quem pegou então no barco foi Sousa Cintra, o famoso presidente que quando questionado se gostava de Mark Knopfler (os Dire Straits iam actuar em Alvalade daí a uns dias) disse que era um bom jogador para a nossa equipa. Sousa Cintra era assim, uma figura algo parola, careca, com acentuado sotaque algarvio (o "Figue"), pato-bravo e arrivista social, que fizera fortuna com o comércio de águas engarrafadas. Era tudo o que não estavamos habituados a ver, ou a imaginar, á frente do Sporting. Daí que os seus 5 ou 6 anos de presidência tenham sido sempre de constante bombardeamento dos "notáveis" sportinguistas do costume, além dos nossos rivais. Efectivamente, o Sporting construiu nesses anos boas equipas, com muita juventude a que se juntaram jogadores experientes e treinadores consagrados. Foram dados alguns tiros nos pés, como a demissão de Bobby Robson, a telenovela em torno de Figo ou a compra desastrosa de Paulo Sousa, mas em contrapartida lutavamos pelos campeonatos e estivemos muito perto de ser campeões, em 1994 e 1995. Sousa Cintra acabou também por sair, pressionado pelos "notáveis" e pelos adeptos. Na altura, dizia-se que tínhamos uma dívida insustentável, pelo que urgia arranjar soluções para a pagar.
Entra então em cena José Roquete e o seu famosíssimo projecto para o Sporting. Roquete pode-se gabar de ter conseguido ganhar um campeonato ao fim de 18 anos (2000) e ter dado condições para se conquistar outro (2002, já com Dias da Cunha presidente). Em traços gerais, o projecto Roquete serviu para introduzir no clube uma filosofia economicista e de alta finança onde só havia paixão e amor à camisola. Em troca da "sustentabilidade" das contas do clube, livramo-nos de "desperdícios" como as modalidades de pavilhão, "rentabilizámos" o nosso património e acabámos a hipotecar a nossa competitividade desportiva a troco de uma "aliança" com o porto, onde ficamos com a parte de gatinho. 
Em 2013, os nossos "notáveis", curiosamente muitos do que ainda por estes dias continuam a opinar sobre o Sporting, falavam abertamente da possibilidade do clube fechar portas e abrir-se outro, que começaria a competir na III divisão. Falavam na inevitabilidade da bipolarização do futebol português, cujo mercado era incapaz de sustentar três equipas "grandes". Por fim a "belenização" do Sporting, apontado com destino mais que provável das nossas coisas. Entretanto, em 2018, já ouvi alguns desses "notáveis" dizer que afinal a restruturação da banca, bem como o projecto do pavilhão, já estavam prontos em 2013. E que esta crise ainda é maior do que a desse ano. Oiço isto e penso que se calhar não é só Bruno de Carvalho que deveria estar num manicómio.
Mas não é só sobre João Rocha, Sousa Cintra e os "notáveis" que eu vos queria aqui falar. Gostaria de falar de Paulo Futre, o meu primeiro e último ídolo jogador do Sporting, que saiu de sua casa em direcção à terra cintilante do dinheirinho (e contribuiu para afundar a imagem de João Rocha). Luis Figo, outro dos nossos "meninos de ouro", que saiu em 1995 amuado. Falar de Sá Pinto, grande sportinguista, que não tolerou a falta de respeito de um jogador do Sporting (outro menino querido na altura, Liedson) e saiu corrido de Alvalade. Costinha, que lhe cheirou a "esturro" a "lesão" de Izmailov, mas cuja corda partiu para o lado dele. Augusto Inácio, entalado por Pedro Barbosa. José Peseiro, que viu o seu balneário amotinado ao intervalo de uma final europeia, que estava a ganhar. Pensem nestes episódios todos da vida do nosso clube e tentem lembrar-se de quem foram os maus da fita, quem é que os "notáveis" se apressaram a cruxificar na praça pública.
Por estes dias, estejam atentos a tudo o que se passa à vossa volta. Desconfiem daquele discurso, que agora também virou moda, de que "nestes últimos cinco anos foram feitas coisas boas" mas que tudo não passou de uma deriva face ao "verdadeiro Sporting". Isto é conversa de "croquete bom", que como na história do "polícia bom e polícia mau", apenas nos tenta conquistar a empatia para que depois o "croquete mau" venha fazer o "trabalho sujo". E que trabalho é esse? O mesmo que se fez depois de João Rocha e Sousa Cintra terem saído, que é tornar o Sporting "propriedade" de uma elite social e desportiva, onde o interesse sobre o futebol (exclusivo) acaba quando começa o interesse dessa elite sobre o clube. Um clube onde o "glamour" e o "parecer bem" se sobreponham ao "Esforço, dedicação, devoção e glória". Onde o "Campo Grande Sport Club" se sobrepõe ao Sporting Clube de Portugal.
É a minha convicção que Bruno de Carvalho não sobreviverá a esta crise. Mas estou certo que o espírito de tudo o que representa continuará bem presente. O Sporting eclético, zelador do seu património, inconformado com a derrota, com garra e uma tremenda sede de vitória, socialmente transversal do topo sul à central poente, desalinhado com "esquemas" de polvos e frutas. Está na hora de enterrarmos de vez o "Campo Grande Sport Club".