sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Os brunistas, os anti-brunistas e os sportinguistas que só querem um pouco de paz

Neste momento o Sporting Clube de Portugal é um clube minado e completamente partido, graças a dois grupos de autistas que teimam em digladiar-se numa luta sem fim.
De um lado estão os chamados "anti-brunistas", "croquetes" ou "sportinguenses", cujo único objectivo da sua luta é a de negar a história do clube nos últimos 6 anos, nem que para isso tenham de deturpar os factos. Para estes, Bruno de Carvalho deixou um legado destrutivo e catastrófico, quer do ponto de vista desportivo, quer financeiro. Todas as conquistas desportivas, títulos nacionais e internacionais conquistados, a recuperação da imagem de clube grande, tudo isto foi embrulhado e majestosamente ignorado. A época de 2018/19 foi a melhor dos últimos 17 anos, esquecendo as épocas de 2004/05, 2006/07 ou 2015/16, onde só não fomos campeões porque não nos deixaram. O "legado" de BdC continua a servir para desculpar uma das mais incompetentes direcções da história deste clube. Aos anti-brunistas não lhes bastou o auto-de-fé em que expulsaram de sócio o seu ódio de estimação. São os próprios que com a sua tendência natural para atacar BdC, alimentam o seu fantasma. São eles que ao falar da "pesada herança" não deixam os seus apoiantes fazer o luto e seguir em frente. São os primeiros a puxar-nos pela memória e a fazer-nos lembrar de como tudo era diferente (para melhor) há uns 2 ou 3 anos.
Do outro lado estão os "letais", "leais" ou "brunistas", cujo único clube que conhecem é o Sporting Clube do Bruno. Para estes, os 71% que votaram pela destituição são rabolhos travestidos de croquetes, com algum desequilíbrio mental. Não lhes passa pela cabeça que a larga maioria dos 71% que votou pela destituição, não votou contra o legado do BdC ou até contra o BdC. A larga maioria votou porque já estava enjoada, farta, nauseada, do massacre diário que se assistia na televisão ao nosso clube. Os 71 só queriam que o pesadelo acabasse, que se voltasse a discutir de bola, do jogador que sai ou entra. Sim, porque nem todos temos estofo de soldados, quanto mais aguentar um estado de guerra permanente. Para os "leais", essa guerra é a sua razão de existência. Para todos os outros não. Os 71% acreditavam que haveria tempos de guerra e tempos de paz. E por agora queriam a paz, a bem do clube e da sanidade da sua militância.
Para bem do Sporting Clube de Portugal, pela manutenção da saúde mental dos sportinguistas, peço aos dois grupos que abandonem o seu autismo suicida. Aos anti-brunistas peço-lhes que não nos façam de parvos nem nos tomem por crianças. Não tentem passar uma borracha e escrever por cima da história, porque nós não somos burros. Nem temos má memória, lembramo-nos muito bem de como estava o clube em 2013. E onde ele chegou nos anos seguintes. Vimos o caminho de pedras que foi palmilhado. Ignorar ou esconder isso chega a ser insultuoso. É infame e ultrajante.
Aos brunistas peço que não caiam no erro da luta suicida. Os kamikazes, por muita honra e bravura que tiveram, perderam a guerra. Tenham o bom senso de perceber que há um tempo para tudo. Há um tempo para a guerra e um tempo para a paz. Há alturas em que antes de darmos dois passos em frente, temos de dar um para trás. Se os anti-brunistas nos tratam como parvos, não é por vocês nos chamarem de parvos que serão melhores do que eles. Deixem de lado o insulto fácil, baixem a guarda. Se querem mesmo recuperar o legado que tanto defendem, comecem por fazê-lo nas instâncias legais. É preciso marcar uma AG para revogar a expulsão do BdC? Façam-no! Querem promover uma AG para destituir o Varandas? Avancem! Se o BdC, mesmo voltando a ser sócio, não quiser voltar à presidência? Organizem-se e arranjem alguém capaz de continuar o que de bom ele fez! Sem insultar, sem agredir, sem cuspir no vosso consócio. Bruno de Carvalho chegou lá assim, outros também o conseguirão, decerto.
Até que essa paz surja, não exijam resultados a jogadores ou equipas técnicas. Não é possível exigir compromisso e foco a um grupo, quando na bancada os adeptos andam à estalada.
Não tornemos Alvalade num inferno, pelos piores motivos.
Saudações leoninas!

5 comentários:

  1. Pois, eu como sócio há mais de 30 anos, posso ficar indiferente a uma direção que de uma forma usada por José Estaline, quer apagar da memória tudo de bom que foi feito e, pior: apagar de forma VIL e que me envergonhou mais que as derrotas ridículas desta equipa que veste a camisola verde e branca, o nosso CAMPEÃO DO MUNDO DE JUDO, só porque não alinhou no rebanho dos ANTI-BRUNISTAS?

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    1. Um claro exemplo da imbecilidade dos anti-brunistas, com a qual esta direcção decidiu alinhar. E nem Varandas, nem a tropa que o rodeia, perceberam que quanto mais tentam reescrever a história, mais fundo cavam o poço onde estão metidos.

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  2. BdC foi o melhor Presidente do SCP desde João Rocha (com todos os seus defeitos),agora quem vier a seguir que feche a porta.

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  3. "Não lhes passa pela cabeça que a larga maioria dos 71% que votou pela destituição, não votou contra o legado do BdC ou até contra o BdC. A larga maioria votou porque já estava enjoada, farta, nauseada, do massacre diário que se assistia na televisão ao nosso clube."

    Nao é qu nao consiga entender que os 71% tiveram essa intencao. Mas enoja-me que puseram o seu bem estar( porque estavam fartos massacre e porque tinham vergonha quando o cunhado ou colega benfiquista mandava uma boca secundado pelas fontes oficiais de Pedro Guerras e Brazes) a frente da defesa do Sporting Clube de Portugal. O que eu descobri, para muita tristeza minha, é que os sportiguistas, os "melhores adeptos do mundo", cagaram se para a defesa do Sporting contra as vigarices do futebol portugues, contra as mentiras que se diziam. Preferiram mandar embora o gordo maluco que defendia o Sporting como um animal para ja nao ouvirem a boca do cunhado. E com isso, fosse ou nao fosse a sua intencao, destruiram o clube no presente e (espero estar enganado) para o futuro.

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    1. Na altura das tvs a bombar já o "gordo maluco" estava descalço. Já não havia nada a fazer em relação à deriva em que entrou. O problema é que ninguém percebeu o que tinha que ser feito e o que o "gordo maluco" estava a fazer. O problema foi gente decente (explo Daniel Oliveira), ter entrado numa de "estado de direito" sem ver o que estava do outro lado da folha. Mas não está tudo perdido na medida em que sabemos perfeitamente qual o caminho a seguir. E que erros de palmatória não cometer. Falta é tomates...

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